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Coracional

Coracional, 400 páginas de emoções.

Na capa do livro um desenho da autora sem pretensões. Uma metade de rosto (mania que tinha de rabiscar o mesmo desenho desde sempre…).

Finalmente, depois de tantos anos, o sonho azul se realiza. 397 páginas de tudo o que, dentro dela, borbulha e está guardado, se materializa.

“Confesso que apesar de todo entusiasmo e vontade de realizá-lo, fui praticamente “empurrada” até à editora/gráfica por meu companheiro de sempre, meu marido, meu melhor amigo, Paulo. A espera, tudo, foi mesmo uma gestação e um parto. Eu estava há quase dez anos sem escrever e Coracional estava ali, um fluxo imenso de palavras praticamente arrancado do meu ventre”, diz Jacqueline.

O livro foi apresentado em abril de 2007, na Biblioteca Pública de Genebra como parte de evento cultural da Associação Raízes, associação brasileira que tem por principal objetivo o ensino da Língua Portuguesa para crianças e adultos (brasileiros em Genebra).

A autora, num gesto de amizade e saudade, teve a alegria de enviar o livro como presente a familiares, amigos e professores que, mesmo distantes fisicamente, permaneciam em sua vida.

A dedicatória do livro:

Dedico este livro,

Aos que passaram por minha vida e que, em algum momento, permitiram que eu partilhasse das suas vidas.

A meus pais e meus filhos que, em seus papéis ou inversamente,me ensinaram e continuam ensinando muito sobre a vida e o amor

E a todos os meus amigos, tantos em suas essências, presença e carinho, que somente eles sabem o quanto sempre estarão em mim.

Ao invés do prefácio, uma introdução:

Introduzindo:

Eis aqui um livro que é um retrato. Meu retrato. Excessivo e extremo, ingênuo e excêntrico, tanto quanto sou eu. Um amontoado de pedaços diferentes, de histórias inteiras e outras sem final. Uma mistura de formatos e gêneros. Sem muita ortodoxia. Aqui tem tu e você. Tem nós. Tem criações que certas pessoas poderiam chamar de erros e outras, mais clementes, chamariam de desvios. Quem sabe arte. Artimanhas.
Pensei alto, conversei, lembrei, sofri e vibrei. Fui sensível, insensível, acessível e distante. Aberta, trancada, serena e infeliz. Aqui tem coisas novas e velhas. Sentimentos novos e antigos. Entre olhares experientes e espontaneamente maravilhados. Sou eu assim.
Este é o livro que sempre sonhei fazer. Para isto reuni textos de dois quase livros que fiz antes, em 1990 e em 1994, com outros textos escritos antes, depois e até mesmo durante. Não é um livro disto ou daquilo. É um livro e só. A capa é minha pele e dentro estão meus ossos, meus sentimentos, meus órgãos, sonhos, sangue e medos.
Mas isto são apenas detalhes. Na verdade, um livro, como tudo na vida, a gente gosta ou não. E o que importa é a experiência de partilhar alguns momentos da minha vida (vivida ou imaginada) com quem ler.