Jacqueline

Jacqueline Aisenman, nascida Soares Bulos, é brasileira de nascimento e suíça por naturalização, estabelecida em Genebra há mais de vinte e cinco anos. Recebeu a vida na cidade de Laguna e cresceu entre as belezas naturais do Paraná e Santa Catarina. Filha de Richard Calil Bulos e Terezinha Marta Mendonça Soares, casou-se com o também lagunense Paulo Roberto Aisenman.
Tem dois filhos: Sabrina Yarah e Lázaro Daniel.

É escritora, tem doze livros publicados.

Um pouco do percurso:

Desde muito jovem, foi redatora e revisora para diversos jornais em Santa Catarina. Realizou também inúmeros TCCs, discursos e projetos políticos, entre outros. Foi proprietária com seu esposo Paulo Roberto Aisenman de um barzinho cultural underground chamado Boulevard, pioneiro no conceito bar e cultura na cidade, onde exposições de desenhos e pinturas e fotografias, mesclavam=se a apresentações musicais e teatrais improvisadas ou programadas.

Foi Diretora do Departamento de Museus (Museu Anita Garibaldi e Casa de Anita) e Diretora do Departamento de Cultura, ambos em Laguna. Nestas funções realizou a primeira reforma total do Museu Anita Garibaldi, com realização do primeiro inventário moderno dos museus e restauração do edifício e do acervo. Implementou o pagamento de ingressos para visitação (cada ingresso impresso com cópia de obra de artistas plásticos lagunenses); aumento, uniformização e formação dos funcionários e ampla divulgação dos museus em nível nacional. Realizou grande pesquisa junto aos idosos da região do centro e regiões do interior da cidade de Laguna numa tentativa de resgatar, a partir do relato de lembranças, um pouco da memória histórica e folclórica da cidade. Exposições de arte e literatura foram realizadas. Foram lançados os primeiros livros do projeto criado por Jacqueline intitulado “Faça o seu próprio Livro”.

Radicou-se em Genebra, Suíça,  em 1990 e imediatamente iniciou-se como funcionária da Delegação do Brasil (Missão do Brasil junto à ONU, Desarmamento e OMC)., tendo lá permanecido por 14 anos.

Paralelamente ao trabalho fez cursos de Astrologia, Fleurs de Bach, Cromoterapia, Aromaterapia e muitos outros, todos motivados pelo interesse no conhecimento pessoal.

Ainda em Genebra, trabalhou em banco privado por dois anos.

Em 2009 criou a revista Varal do Brasil,  iniciando com ela um belo percurso de sete anos de divulgação da lusofonia no exterior. Foram mais de sessenta edições da revista que circularam virtualmente por todos os continentes, levando a literatura de Língua Portuguesa, com algumas contribuições da Língua Espanhola, aos amantes das letras vivendo em dezenas de países. Editou e lançou, na Suíça e no Brasil, seis antologias com autores de nacionalidades diversas. Foram mais de mil escritores publicados na revista. Jacqueline também apresentou no maior evento literário suíço, o sofisticado e elegante Salon International du Livre et de la Presse de Genève (Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra), uma plêiade de autores da literatura lusófona, aí incluindo Brasil, Portugal, Angola e Cabo-Verde, em quatro participações memoráveis. Nas duas últimas participações, o estande do Varal do Brasil estendeu-se por 50 m2, harmonizando a literatura com as artes plásticas e a música.

O Varal do Brasil abriu as portas para que muitos escritores e produtores brasileiros e de outras nacionalidades lusófonas iniciassem a divulgação literária na Europa, com publicação de antologias, participações em feiras de livros em várias cidades europeias e tours literários que deram, assim pode-se dizer, continuidade ao Varal do Brasil, o qual, tendo começado como um simples e informal magazine digital, elevou-se ao patamar de maior divulgador da lusofonia nos últimos anos durante todo o período que foi ativo. Precursor cultural, os ecos do Varal do Brasil estendem-se e fusionaram-se com a pessoa de Jacqueline, que ficou conhecida como a “Jacqueline do Varal“.

Tendo encerrado as atividades do Varal em 2016, Jacqueline optou por uma estrada mais serena, retirando-se das atividades literárias e de suas demais atividades, com a tranquilidade de ter realizado um trabalho pleno de amor, seriedade e competência.

Jacqueline atualmente continua vivendo em Genebra e guarda este blog, o Coracional, como única atividade, agora sem compromisso.