Sobre mim

Jacqueline Aisenman, nascida Soares Bulos, é brasileira de nascimento e suíça por naturalização, estabelecida em Genebra há mais de vinte e cinco anos. Recebeu a vida na cidade de Laguna e cresceu entre as belezas naturais do Paraná e Santa Catarina. Filha de Richard Calil Bulos e Terezinha Marta Mendonça Soares, casou-se com o também lagunense Paulo Roberto Aisenman.
Tem dois filhos: Sabrina Yarah e Lázaro Daniel.

É escritora, tem doze livros publicados.os.

Um pouco do percurso:

Desde muito jovem, no Brasil trabalhou por muitos anos como redatora e revisora freelance, realizando artigos para jornais, trabalhos universitários, discursos e projetos políticos e etc.. Foi proprietária com seu esposo Paulo Roberto Aisenman de um barzinho cultural underground chamado Boulevard. Mesmo tendo existido apenas alguns meses, deixou em Jacqueline  e em todos os amigos frequentadores, gratas lembranças e grandes ideias: Faziam, isto nos anos 80, exposições de desenhos e pinturas, fotografias… Tinham constantes apresentações musicais e teatrais improvisadas ou programadas. Mantinham também sobre as mesas os “cadernos do Boulevard”: grandes cadernos pretos onde todos podiam desenhar, pintar, escrever, desabafar… Os cadernos, infelizmente, foram perdidos.*Adendo: Em julho de 2016 foi recuperado um dos volumes pelo amigo de sempre, o artista plástico, cantor e poeta João Rodrigues Jr.

Foi também Diretora do Departamento de Museus (Museu Anita Garibaldi e Casa de Anita) e Diretora do Departamento de Cultura, ambos em Laguna. Nestas funções realizou a primeira reforma total do Museu Anita Garibaldi, com realização do primeiro inventário moderno dos museus e restauração do edifício e do acervo. Implementou o pagamento de ingressos para visitação (cada ingresso impresso com cópia de obra de artistas plásticos lagunenses); aumento, uniformização e formação dos funcionários e ampla divulgação dos museus em nível nacional. Realizou grande pesquisa junto aos idosos da região do centro e regiões do interior da cidade de Laguna numa tentativa de resgatar, a partir do relato de lembranças, um pouco da memória histórica e folclórica da cidade. Exposições de arte e literatura foram realizadas. Foram lançados os primeiros livros do projeto criado por Jacqueline intitulado “Faça o seu próprio Livro”.

Em Florianópolis trabalhou nas Livrarias Catarinense e na Eletrosul, nunca abandonando o trabalho como redatora e revisora em jornais diversos.

Veio para Genebra em 1990, começou a trabalhar na Missão do Brasil junto à ONU dois dias depois de se estabelecer na cidade e lá permaneceu por quase quinze anos. Trabalhou para grandes personalidades da diplomacia brasileira. Tempos depois foi funcionária de banco privado, onde finalmente conheceu de si mesma um lado pragmático até então desconhecido e que revelou-se bastante eficiente e capaz.

Em 2009 criou a revista Varal do Brasil (www.varaldobrasil.com) iniciando com ela um belo percurso de sete anos de divulgação da lusofonia no exterior. Foram mais de sessenta edições da revista que circularam por todos os continentes virtualmente, levando a literatura de Língua Portuguesa, com algumas contribuições da Língua Espanhola, aos amantes das letras vivendo em dezenas de países. Editou seis belas antologias que foram lançadas no Brasil e no exterior, alcançando um grande público. Foram mais de mil escritores publicados. Jacqueline também apresentou no maior evento literário suíço, o sofisticado e elegante Salon International du Livre et de la Presse de Genève (Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra), uma plêiade de autores da literatura lusófona, aí incluindo Brasil, Portugal, Angola e Cabo-Verde, em quatro participações memoráveis. Nas duas últimas participações, o estande do Varal do Brasil estendeu-se por 50m2, harmonizando a literatura, as artes plásticas e a música. As atividades do Varal do Brasil encerraram-se em 2016 quando Jacqueline decidiu optar por uma estrada mais serena, retirando-se de suas demais atividades.