Jacqueline

Jacqueline Aisenman, nascida Soares Bulos, é brasileira de nascimento e suíça por naturalização, estabelecida em Genebra (Suíça) há praticamente trinta anos. Recebeu a vida na cidade de Laguna (SC) e cresceu entre as belezas naturais do Paraná e Santa Catarina. Filha de Richard Calil Bulos e Terezinha Marta Mendonça Soares, casou-se com o também lagunense Paulo Roberto Aisenman.
Tem dois filhos: Sabrina Yarah e Lázaro Daniel.

É jornalista e escritora, tem doze livros publicados, publicações em inúmeras coletâneas, além de ter artigos, poemas, crônicas e contos publicados em revistas e jornais espalhados pelo mundo.

Um pouco do percurso:

Desde muito jovem, foi redatora e revisora em diversos jornais em Santa Catarina. Realizou também inúmeras pesquisas e trabalhos de conclusão de curso para estudantes universitários, discursos e projetos políticos, entre outros. Fundou o jornal O Manifesto, de curta, mas intensa vida em Santa Catarina.

Foi proprietária com seu esposo Paulo Roberto Aisenman, de um barzinho cultural underground chamado Boulevard, no final dos anos 80, barzinho este pioneiro no conceito bar-cultural na cidade, onde exposições de desenhos, pinturas e fotografias, mesclavam-se a apresentações musicais e teatrais improvisadas ou programadas.

Foi Diretora do Departamento de Museus (Museu Anita Garibaldi e Casa de Anita) e Diretora do Departamento de Cultura, ambos em Laguna. Nestas funções realizou a primeira reforma total do Museu Anita Garibaldi, com realização do primeiro inventário moderno dos museus e restauração do edifício e do acervo. Implementou o pagamento de ingressos para visitação (cada ingresso impresso com cópia de obra de artistas plásticos lagunenses); aumentou o número de funcionários dos museus, dando aos mesmos, pela primeira vez, a oportunidade de ter uma formação sobre a história da cidade e sua implicação na história do Brasil, além de completa uniformização. Fez exemplar divulgação dos museus lagunenses em nível nacional. Realizou extensa pesquisa junto aos idosos da região do centro e regiões do interior da cidade de Laguna numa tentativa de resgatar, a partir do relato de lembranças, um pouco da memória histórica e folclórica da cidade. Exposições de arte e literatura durante seu período como Diretora do Departamento de Cultura, aconteciam regularmente. Foram lançados os primeiros livros do projeto criado por Jacqueline intitulado “Faça o seu próprio Livro”.

Radicou-se em Genebra, Suíça,  em 1990 e poucos dias após sua chegada foi contratada como funcionária da Delegação Permanente do Brasil (Missão do Brasil junto à ONU, Desarmamento e OMC)., tendo lá permanecido por 14 anos.

Paralelamente às suas funções, realizava-se pessoalmente fazendo cursos de Astrologia, Flores de Bach, Cromoterapia, Aromaterapia e outros da mesma natureza.

Ainda em Genebra, trabalhou em banco privado de 2005 a 2008.

Em 2009 criou a Revista Varal do Brasil,  iniciando com ela um belo percurso de sete anos de divulgação da lusofonia no exterior. Foram mais de sessenta edições da revista que circularam virtualmente por todos os continentes, levando a literatura de Língua Portuguesa, com algumas contribuições da Língua Espanhola, aos amantes das letras vivendo em dezenas de países. Editou e lançou, na Suíça e no Brasil, seis antologias com autores de nacionalidades diversas. Foram mais de mil escritores publicados na revista. Jacqueline também apresentou no maior evento literário suíço, o sofisticado e elegante Salon International du Livre et de la Presse de Genève (Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra), uma plêiade de autores da literatura lusófona, aí incluindo Brasil, Portugal, Angola e Cabo-Verde, em quatro participações memoráveis, tendo sido a primeira brasileira escritores brasileiros ao distinto evento. Nas duas últimas participações, o estande do Varal do Brasil estendeu-se por 50 m2, harmonizando a literatura com as artes plásticas e a música brasileira.

O Varal do Brasil abriu as portas para que muitos escritores e produtores brasileiros e de outras nacionalidades lusófonas iniciassem a divulgação literária na Europa. Sementes geradas que se tornaram publicações de antologias, participações em feiras de livros em várias cidades europeias e tours literários que deram, assim pode-se dizer, continuidade ao Varal do Brasil, o qual, tendo começado como um simples e informal magazine digital, elevou-se ao patamar de pioneiro no exterior e maior divulgador da lusofonia nos últimos anos durante todo o período que foi ativo. Precursor cultural, o Varal do Brasil ecoou longe e seus ecos estenderam-se e fusionaram-se com a pessoa de Jacqueline, que ficou conhecida como a “Jacqueline do Varal“.

Tendo encerrado as atividades do Varal em 2016, optou por uma estrada mais serena, retirando-se das atividades literárias e de suas demais atividades, com a tranquilidade de ter realizado muito e tudo dentro de uma plenitude de amor, seriedade e competência.

Jacqueline atualmente vive entre Genebra e Esmoriz (Portugal) e continua escrevendo neste blog, Coracional, sem lenço, sem documento e sem compromissos…