Poemas

ROTINA

Enquanto eu tentava achar uma roupa
ela passava roupas em silêncio.
O mesmo silêncio que entre nós
se fazia absurdo
surdo
um penhasco, um abismo.
Já fazia tempo.
Quanto tempo?
Que para as perguntas dos olhos
nenhuma resposta tinha.
Ela sozinha.
E eu também.
O mesmo teto, o mesmo afeto.
Nenhum desejo.
Apenas o ensejo
de deixar passar…

Photo by Filip Mroz on Unsplash

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2 comentários

  • responder
    Zuleida
    18 outubro 2019 em 12 h 40 min

    Lindo! Um poema pela manhã, para quebrar minha rotina.

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