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UM POUCO DE ESPERANÇA NO CAOS

Quando vivemos situações difíceis de suportar, vem à mente que há tantas coisas na vida que pensamos não suportar, mas suportamos, mesmo com dificuldade, suportamos. E, mais do que isto, vencemos.

Somos muito mais do que as palavras de reclamação que saem de dentro da gente. A rotina cansa? Férias longas também cansam! Calor demais é horrível? Frio também! A vida lá fora está desesperadora? Passamos por tanto antes, conseguiremos superar mais uma vez. Problemas de saúde não nos permitem sequer viver com um mínimo de normalidade? Comemoremos! Ainda está vivo e podemos tentar melhorar pelo menos alguma coisa!

Palavras são ditas e tentam nos ferir, humilhar, incomodar? Atos de instigação à violência e preconceito nos cercam como flechas envenenadas?Não deixemos que nos atinjam aqueles que, certamente, não sabem mais o que é dignidade ou amor próprio e se escondem sob a aba da covardia!

A vida parece um caos muitas vezes, o desespero bate… Certas coisas doem na gente como cortes de papel na pele ou até feridas profundas…

Mas pensemos no bem, nas razões da vida, nas certezas subentendidas do Universo: O mundo dá voltas e as voltas do mundo trazem os medicamentos mais inesperados para todos os males.

Falta tempo? O tempo é o mesmo todos os dias: 24 horas! Portanto, se nos organizarmos, ou mesmo se perdermos a obsessão “tempo“, cada dia será um dia diferente e, quem sabe, talvez bem melhor! Vivamos hoje. Vivamos bem. Ao menos tentemos. Alguém vai nos ver tentar, vai se inspirar mesmo sem nada dizer e vai tentar também. Tentativas serão somadas e, se muitos de nós tentarmos, nossa convivência amorosa será benéfica para todos.

O sistema social não mudará de imediato, a roda deste sistema é velha, enferrujada e corroída. Toda mudança leva tempo e a verdade é que, como a árvore que se planta, muitas vezes nem veremos os seus frutos!

Perdoemos os erros uns dos outros e os nossos. Tentemos ao menos. E sigamos em frente, porque acreditar que é possível ao invés de reclamar, afirmar boas coisas ao invés de confinar nossos pensamentos no luto da falta de esperança e lutar pelo que possa melhorar nossas vidas e a dos nossos próximos é o que fará a diferença.

Que possamos nos colocar no lugar do outro antes de criticar, de jogar a pedras, de acusar ou agir de forma irreversível. Que sejamos empáticos, caridosos no silêncio do amor verdadeiro e, mais do que tudo, que saibamos reconhecer e assumir nossas falhas para abrir espaço cada vez maior para o bem e o bom nesta sociedade tão carente de amor e paz.

Imagem de Carolina Heza

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