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BOULEVARD E A CULTURA LOCAL

Na rua 13 de maio, nos anos 80, Laguna tinha cultura….

Foi proprietária com seu esposo Paulo Roberto Aisenman, de um barzinho conceitual underground, o Boulevard, já no final dos anos 80. O estabelecimento foi pioneiro no conceito bar-cultural na cidade, onde exposições artísticas, mesclavam-se a apresentações musicais e representações teatrais improvisadas ou programadas.

Eventos como “Não Prenda a Música”, “Noite Cafona”, “Celebração da Revolução Francesa” e muitos outros fizeram a história cultural da cidade mudar de direção.

As exposições, fossem de pinturas, desenhos, fotografias, etc., mostravam aos frequentadores o talento dos artistas lagunenses.

“O Homem Nu”, obra do artista lagunense João Rodrigues Jr. exposta junto a outras obras do autor. Esta pintura foi motivo, na época da exposição em 1989, de grande escândalo por parte de uma parte da sociedade bastante conservadora. (O artista, posteriormente, “vestiu” o homem da pintura com uma espécie de cueca e a obra foi vendida depois de vestida).

A música tinha seu espaço garantido ao som do violão de artistas que eram contratados e mesmo dos frequentadores que tomavam o instrumento e tocavam espontaneamente e/ou cantavam, declamavam e se manifestavam artisticamente de forma natural e sem constrangimento.

O Boulevard mantinha “cadernos” chamados de Livros do Boulevard, que ficavam à disposição dos frequentadores para que ali se manifestassem, fosse na forma de escritos ou desenhos. Junto ao caderno, sempre ficavam à disposição os lápis, canetas e as famosas “hidrocores” as canetas coloridas.

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