Desvarios

PRATA, O MAR

O mar neste fim de tarde veste-se de prata, oscila ao som da música do vento que canta desde cedinho. Olho para ele e depois olho outra vez, me perdendo no brilho das águas. Sou aquela que, se acaparando dos movimentos incessantes da ventania, deita a alma no horizonte até perder-se. Sou o ser dos humores balançantes, das lágrimas que jorram do nada, dos sorrisos ainda mais sem razão. Sou coração, profunda, insondável em minha herança de aflições. Incansavelmente sou, e sempre serei, uma filha do mar. (25 de maio)

Você pode gostar também de

Sem comentários

deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.