Desvarios

ALMA DESCOLORIDA

Nenhuma cor e alguma cor. Sentimentos à parte, mais do que a pele, sinto a alma descolorida. (Des)preenchida, desvirtuada, inconformada e inconfortável. Observo o nu das paredes e me pergunto porquê eu também me sinto assim, sem uma ponta da vivacidade, a mesma vivacidade, que me tempera as palavras acentuando o sabor do não realizado. Há pausas e há fins. Não há hora marcada. Caso contrário seria admitir a existência do destino e, que coincidência, o destino só tem rima quando os sentimentos estão presentes. E nunca à parte. Em nenhum coração, nenhum olhar e nenhuma forma de arte. 

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