Poemas

PRESA

presa ao que criei para sobreviver, me mantenho…
presas afiadas
mais afiadas que as unhas.
encolhida num sono quase perpétuo me mantenho…
colhida em flor
flor ingênua e nua de intenções…
olhos semi-cerrados, o olhar pequeno mantenho…
olhos entreabertos
aberta a alma somente para o aquém…
não durmo, mas estou adormecida
não estou morta, mas morri
não tenho medo
eu sou o medo
medo de mim mesma
do meu próprio poder…
prendi-me aqui…

Imagem by Laura Makabresku (Wonderful artist)

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1 Comentário

  • responder
    Jeferson Barbosa da Silva
    12 setembro 2018 em 14 h 20 min

    Parabéns, Amiga!
    Para um poeta é divina realização poder escrever versos desentranhados da alma.
    Como você, agora, está fazendo.
    Em frente!

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