Poemas

MEIO COPO

Há uma parede entre a vida e eu?
Um muro?
Uma separação estranha?
Mas a parede não seria parte da vida?
O muro não seria parte da vida?
Separações fazem parte da vida…
Se paredes existem, melhor enxergá-las
como o espaço para a decoração
Os muros, um meio de sustentação
O reencontro grato à separação…
Meio copo d’água
cheio ou vazio?
Encontrar-se na linha do horizonte
entender o que contrabalança os pesos
inebriar-se da harmonia do universo…
Meio copo cheio ou vazio?
Não se deixe desestabilizar pelos sentidos
enganosos…
Equilíbrio é tudo!

 

Photo by Joseph Greve on Unsplash

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2 comentários

  • responder
    Garoeiro
    29 agosto 2018 em 22 h 59 min

    Caríssima Jacqueline,
    Seu belo poema burila a separação. Sobre a inevitabilidade da separação, pense no que Betty Milan poeta:

    Separação
    Betty Milan – (1944 – )

    Nada é mais difícil do que a separação,
    a que nós estamos continuamente destinados
    a partir do nascimento.
    Sem ela, ninguém dá à luz.
    Ninguém nasce ou cresce.
    Aprender a se separar é absolutamente necessário.
    Ao nascer, a gente se separa da mãe.
    Ao crescer, dos pais.
    Ao envelhecer, dos filhos.
    Ao morrer, da vida.
    E só neste caso nada sentimos,
    pois, quando a morte se apresenta,
    nós não estamos,
    e quando nós estamos, a morte não está.
    Só quem sabe se separar pode ser feliz.
    A condição da felicidade
    é o desapego.

    Abraço.
    Garoeiro

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