Desvarios Poemas

OUVE…

Ouve de mim a voz que vos fala e de dentro do silêncio, nos intervalos, grita o que não conseguiria dizer.

Onde há a verdade, onde ela escorre como água

é na verdade a moradia das lágrimas, o rio onde ela corre…

a verdade que, líquida,

escorre como o suor no corpo que trabalha até vencer o cansaço…

 

Vós que confinais os pensamentos longe dos papéis

entendendo calar vossas próprias vozes ao não escrevê-las…

Vós que guardais todos os ódios, rancores, dissabores e remorsos

trancafiados nos confins do coração sem jamais abri-lo…

Vós que trocais os momentos de paz por quaisquer companhias

sem que estas consigam sequer preencher os vazios que a vida cria…

 

Desapareçam os medos! Espalhe-se a coragem!

Despertem os sonhos! Encolha-se a tristeza!

Esqueçam-se os segredos! Avivem-se os desejos!

 

Silenciarei eu também com o tempo, minhas letras serão um eco talvez distante…

Restará para vós, vossa alma, essa luz que não se apaga nunca.

Portanto, vossa voz seja o caminho, o caminho pelo universo, gota de sangue

a pulsar levando a vida…

ponto de luz, energia a vibrar.

 

Estar vivo é só o que conta!

 

Photo by Gabriel Benois on Unsplash

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