Contos e crônicas Desvarios

NUM MOMENTO IMPRECISO

Fosse o que fosse eu estaria liberta. Um passo ou dois adiante e bastaria. Mas não, não foi bem assim. Voltei, os arrependimentos voando como raios em pleno céu. Voltei, te segurei nos braços e não te deixei morrer. Porque sabia que tua morte seria, de alguma forma, a minha também. Talvez numa próxima vez (Ah, estes ciclos que se repetem infinitamente…!) eu te abrace e me abandone e abandone o que penso ser vida. Talvez apenas te enlace e parta contigo, incerta, desperta e feliz.

Imagem by Antonio DiCaterina (Unsplash)

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