Poemas

FACA CURVA

entrou e ficou.

mas antes de parar,

mexeu.

contorcionou-se como um ser cheio de dor.

causou dor, quase a morte.

no fim das contas, matou mesmo.

a faca fez suar, o suor escorrendo da face

enquanto do corpo escorria o sangue…

a curva da faca dentro do corpo

e o cabo fora, ainda na mão

nada arrependida.

cai o corpo, cai a máscara, cai o medo, cai o sonho…

o medo superado

pelo líquido quente…

depois, alheia às dores,

a mão puxa, a carne cortada…

a faca curva

sai.

e a morte se instala.

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