Poemas

NAS HORAS VAGAS, EU CHORO.

Tenho sempre muito o que fazer
a vida me mantem ocupada…
Há coisas sérias a pensar e outras menos,
assim como passos que necessitam ser
repensados ainda que sem razão aparente
e sem nenhuma possibilidade de mudança.
Não tenho falado muito ultimamente,
tenho preferido deixar as músicas tocarem
e suas letras – quando elas têm letras –
falarem por mim (por mim, contra mim… tanto faz!).
O silêncio é quem melhor me empresta a voz, afinal…
E nas horas vagas, eu choro.
Nas horas em que me dou conta da realidade
em que não posso fugir dela e nem distorcê-la a meu favor.
Quando nela não cabem minhas esperanças as mais singelas
ou quando entendo que, finalmente, já somei anos demais
para realizar o que achava que seria óbvio.
Talvez o futuro esteja próximo demais
e nele não existam despedidas e nem perdões.
Talvez o futuro esteja ali na esquina
e nele apenas a porta de saída como solução.
Já me importei com muito mais e sofri as consequências.
Agora fixo o pensamento na paz de um momento,
no cheiro sincero de um perfume ou no sabor de um batom…
e nas horas vagas, eu choro.

 

Imagem by by Spiegellicht (Thank you, you are an artist!!)

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