Poemas

EFEITOS COLATERAIS DE TALVEZ NÃO PENSAR NO AMANHÃ…

garganta seca. sede imensa. no estômago, um embrulho. tão normal…
olhos secos. por dentro estão secos. mesmo se choram, estão assim.
uma mão lava a outra. um pé apoia o outro. o corpo se apoia no nada.
muitos pesos e poucas medidas, uma música suaviza o ambiente…

 

dúvidas desfilam catastróficas e com seus afiados dentes do mal…
vampiras, sugam as energias e infestam… adivinham um fim?
os fins são variados e acontecem várias vezes por dia. exagerada!
se deixasse o medo de lado seria possível existir naturalmente…

 

ou fingir. fazer de conta. imitar a naturalidade das borboletas…
sentar à beira do rio, molhar as pernas e observar os peixes…
tmesmo a borboleta não volta a ser larva e o peixe vira comida!

 

o destino, este roteiro inexistente rodeado de esperanças obsoletas
segue adiante e independe de nossa crença. é um feixe…
de tudo o que vamos construindo e destruindo enquanto há vida!

 

talvez seja possível fugir. talvez seja uma ideia se esconder e tal…
mas… o que faria este tempo ganho, efetivamente por mim?

 

deixo a garganta seca, pego do jardim a flor vermelha e cansada
e transformo-a. num enfeite. numa coleira. ou numa forca eficiente.

 

para algumas coisas há solução. para outras não.

 

Imagem by ©2015-2016 AnnaO-Photography 

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