Contos e crônicas

A INTELIGÊNCIA ULTRAPASSA O INDIVÍDUO

A real inteligência permite à pessoa manter-se atenta a tudo e a todos, ouvindo e compreendendo a diversidade de ideias e, principalmente, respeitando os que pensam de forma distinta da sua.

A inteligência de fachada só tem sua própria palavra e a usa como arma e com agressividade. Tenta se distanciar das demais imaginando-se superior e proprietária da única verdade possível.

Mas a máscara do que é falso cai ao menor solavanco na estrada, deixando nu o pretendente ao que nunca será.

Pessoas inteligentes têm o dom da abertura de espírito, da aceitação do outro e sempre enxergam além de si mesmas. As que apenas intencionam possuir uma pretensa inteligência, estão enclausuradas em seus submundos de onde não veem nada mais do que a pouca luz permite.

Inteligência não é intelectualidade. Inteligência é a capacidade de abrangência da mente e do aprendizado diante da convivência com todos os seres. Assim, sempre restarão alguns capazes de grandes pensamentos, mas incapazes de um mínimo de ações. Estes, os que não agem, são justamente os fingidores, os que tudo querem para si e nada para outrem. São pretensiosos e gananciosos.

Na ação se mostram os verdadeiramente inteligentes, que eles levam com eles a chama da humanidade e não permitem que seja apagada pelo sopro dos enganadores. Finalmente, inteligência é isto: entender que o mundo é maior do que o pedaço de chão onde cabem os próprios pés e a partir daí agir em consequência.

 

O espaço de cada um delimita-se não sob grades, madeiras e arames farpados da intolerância, mas sob a paciência que dá a classe e a cautela que permite a inteligência.

 

Imagem by Geralt

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