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REFLEXÃO DE HORAS NÃO VAGAS

Não tenho mais meus avós. Também não tenho mais meus pais. Nem irmãos (só tive um). O verbo “ter” aqui, aplica-se ao óbvio, matéria visível. Portanto, quando digo não tê-los mais, sinto uma sensação bizarra: a de olhar para cima na genealogia (ou para trás no tempo) e ver-me como o alicerce que restou de uma pequena família. Confesso que é uma sensação bastante forte, tanto ela passa a responsabilidade mais do que da existência, a responsabilidade do exemplo e do legado. Ver-se assim muda toda a perspectiva de vida e transforma a gente fazendo com que tudo adquira uma importância. Dos mais irrelevantes pensamentos às ações essenciais. Finalmente, não se tem mais. Se é.

 

Imagem by Unsplash

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