Contos e crônicas

O MUNDO ONLINE E À DISPOSIÇÃO

Hoje li uma crônica da amiga e escritora catarinense Renata Dal-Bó, sobre a nossa louca vida, a vida atribulada que temos hoje em meio a tantos meios de comunicação e virtualidade da vida. Gostei de muito de sua visão e de sua maneira de descrever o que nos acontece. Me fez pensar…Principalmente porque minha vida profissional, desde 2009, acontece online. Ou seja, sou uma pessoa que trabalha e tem praticamente toda a base de trabalho no mundo chamado virtual.

Quando iniciei minhas atividades há praticamente sete anos, estava apenas buscando uma espécie de passatempo, algo que me ocupasse a cabeça por momentos. Não preciso dizer que criei algo que ficou maior que eu mesma e por causa mesmo destas proporções tudo o que faço online foi só aumentando, estendo-se por espaços cada dia mais diferenciados.

Começando o assunto outra vez: Sou, ao contrário do que muita gente pensa, uma pessoa até bastante tímida. Não gosto de tumulto, de muito movimento e prefiro a calma de estar em casa a qualquer passeio no mundo. Já neste aspecto, a virtualidade é um achado!

Comecei a trabalhar com internet ainda nos anos 90, quando era funcionária de organismo internacional. Era um mundo inteiro a ser explorado e eu me dei bem logo de cara, pois sempre fui muito curiosa e sempre amei saber coisas novas. Por volta de 96, 97, trouxemos a internet para casa e ela se tornou logo companheira de todos. Época em que o Yahoo foi o mestre das buscas e o ICQ e as salas de bate-papo eram os reis da comunicação. Mas já naquela época a internet nos mostrava que pesquisando se achava!

De lá para cá nunca parei de usar, apenas me aprofundei, fiz questão de aprender cada dia um pouco mais. E assim, por anos a fio, caminhamos lado a lado, a internet eu eu, seu mundo loucamente virtual e eu. A partir de 2006 criei um blog e fui escrever diariamente como escrevia antes apenas em folhas e cadernos. Virou minha alegria particular e meu encontro com pessoas de vários lugares. Vivi a era do Orkut (onde criei até várias comunidades que chegaram a ser bastante populosas) e criei site de memórias e fotografias que por um tempo fez sua história. Depois cansei e segui em frente.

Veio então 2009 e a criação do Varal do Brasil, caderno literário digital. Iniciei timidamente, enviando para alguns conhecidos por e-mail e postando em meu blog. Mas a repercussão foi grande e já no segundo número o varal se estendia por tantos espaços que vi a necessidade de buscar uma plataforma de leitura. Achei o Scribd. Mas ainda assim precisava de mais espaço porque o tal varal estava mesmo crescendo. Vieram então blog, site, página Facebook, grupos Facebook. Sem nunca esquecer os e-mails, estes que são respondidos um por um, mesmo que leve tempo para que possam ser respondidos.

Meu lado escritor não podendo ficar de lado, meu site pessoal também viu a luz do dia. Mudei o blog para o site para concentrar meus escritos.

Bem… Chegando a este ponto já dá para perceber que meu mundo é online. Sim, ele acontece online, nesta nova realidade que temos hoje e da qual não podemos mais fugir. É nela que boa parte das coisas acontece e é nela que a outra parte é comunicada que aconteceu!

Facebook, Twitter, Linkedin, blogs, sites, e-mails… a vida virtual (real?) não para, é exigente e movimenta muito as pessoas.

Para mim, ficar ausente do mundo que ainda chamamos virtual é sinônimo de não trabalhar. E eu não sou o tipo de pessoa que fica sem fazer nada. Bem ao contrário, tenho que frear a questão das ideias, senão acabo criando coisas demais!

E a internet que cresce a cada dia (Santo Google que o diga!) é um universo inteiramente à nossa disposição. Questão lógica, o bom uso que temos o dever de fazer. Aproveitar esta oportunidade imensa de comunicação para o que pudermos fazer de melhor.

E não, eu não reclamo das tantas ferramentas que temos hoje por causa da internet. Quem me dera ter tido Skype e WhattsApp quando meus pais e meu irmão ainda eram vivos. Quem me dera ter isto e também e-mails, Facebook e similares quando vim morar na Europa e fiquei super longe dos amigos tão estimados tendo que sobreviver às saudades com cartas enviadas pelos correios, telefonemas absurdamente caros e raras visitas ao país.

Hoje tenho um mundo online e totalmente à disposição. Trabalho, amizades, escola… Eu aproveito! Trabalho, tenho minha parte de lazer, aprendo muito. E trago tudo isto para a outra realidade, esta do lado de cá da tela do computador, onde sei que posso ser feliz com tudo o que fiz e aprendi e vivi dentro da telinha.

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