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PRETENDE-SE

Pretende-se encontrar a felicidade. Como se ela morasse num endereço permanente, num local de fácil acesso, sem nunca ter se mudado desde sua criação. Faz-se da felicidade praticamente um ser vivo, algumas vezes um objetivo tão necessário quanto respirar para viver. A pretensão de encontrar a felicidade para, finalmente! vivê-la em toda intensidade, é antiga como o mundo. Cada um almeja, planeja, inventa, sonha e cria sua própria ideia de felicidade. E aí sai buscando pela vida afora como se fosse, ao encontrá-la, deitar em seus braços para nunca mais dali sair.
Não vejo a felicidade desta forma. Vejo-a em tudo e em todos. Vejo-a em todos os lugares, em todos os seres. Felicidade de respirar (sem quase nunca perceber), felicidade de poder ver, sentir, trabalhar, existir. Vejo a felicidade como uma ideia de realidade, na qual podemos exercitar nosso direito de viver. Não consigo ter um ideal de felicidade, daqueles que se passa a vida a buscar ou que fica tão longe, tão fora de alcance que necessite da vida inteirinha para tentar encontrar.
Me vejo, eu como ser, sendo felicidade. Felicidade como luz, como energia, como pensamento e como emoção. Assim, tentando ver felicidade desta forma, já sou feliz.

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