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DO TEMPO E DAS PALAVRAS

O tempo, como as palavras, ecoa. Nas cicatrizes, nas rugas, no cansaço do corpo, no sono que bate, nas ideias perdidas, na memória esquecida. O tempo e as palavras se revelam nas almas que seguem pela vida: nas dores sentidas, nas emoções recortadas, nos sorrisos estampados, nos ódios vencidos. Coração envelhece, mesmo em corpo jovem. Rugas também são as de expressão. Cicatrizes também estão por dentro do corpo, fechando feridas que nem sempre curam. Tempo e palavras se misturam, se encontram, se esquivam. Palavras se perdem no tempo quando guardadas sob o segredo, sob o medo, sob a covardia ou sob a agonia. E o tempo segue, segue seu caminho que não acaba nunca, infinito que é, levando com ele as palavras que, algumas vezes, nem pretendiam alcançar a eternidade.

 

Imagem by Unsplash

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