Poemas

TEMPO, O SENHOR DOS RELÓGIOS

Os ponteiros se movem rápidos.
Tic-tac, tic-tac.
Levando com eles o presente…
Tic-tac, tic-tac.
De segundo em segundo vamos ficando
cheios de passado.
Lembranças amenas
recordações que condenam
os relógios marcando as horas.
Pouco importa se a escolha foi viver muito
ou pouco.
Na verdade não há escolha entre a vida e a morte.
Somente o tempo é senhor de tudo.
Ele, em sua constância e essência
trabalha o ser, molda-o no barro das experiências
anos de vivência.
Tic-tac. Tic-tac. Tic-tac.
Quem sabe a hora certa?
Quem sabe acertar um relógio?
Quem sabe ao certo quando começa ou acaba
a existência?
Tic-tac. Tic-tac. Tic-tac.
Enquanto os minutos se esvaem
as horas constroem
mais memórias.
É a história
do existir aqui
para depois
partir…
sem
saber
jamais
para
onde
ir…
Imagem by Shutterstock

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