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ESCREVER SEM FRESCURAS!

Fico muito indignada com certos tipos de pessoas que acham (ou têm certeza em suas visões tão restritas) que pessoas mais simples, principalmente as que não tem muitas condições financeiras, não combinam com teatro, cinema, livros, ou seja, não combinam com “cultura”.
Há um forte preconceito que muitas vezes nem sequer é velado e que é demonstrado nas formas elitistas com que são feitas certas atividades culturais. Isto é algo que me incomoda profundamente, pois do fundo demim eu creio que toda pessoa que tem acesso à cultura uma vez, certamente procurará outras vezes.
Há seis anos atrás quando iniciei o Varal do Brasil, meu pensamento era exatamente este: Eu não aguentava mais ver os cadernos literários “intelectualizados” e cheios de “mimimi” (como dizem os jovens hoje!) que eu lia pela internet. Não me sentia à vontade para participar. Chegava a ter até mesmo uma certa insegurança e pensava: Nossa, como fazer para estar à altura desse pessoal?
Hoje com o Varal me sinto completamente à vontade para dizer que escrevo na companhia dos melhores! Porque para mim os melhores são aqueles que escrevem com o coração, escrevem porque gostam e não para aparecer e fazer de conta que são “cabeças”!
Por isto na revista nunca coloco idade de quem escreveu. Nem se a pessoa tem alguma deficiência física ou outra. Ou se já publicou livros ou não. Ou se é premiado ou não. Ou se tem muita experiência ou nunca escreveu antes. Na revista Varal somos todos exatamente iguais!
Escrevi e escrevo novamente: a literatura vai mais longe quando é feita para todos e meu lema continua firme: Literário, sem frescuras!

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