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SOBRE AS TRAGÉDIAS E AS REAÇÕES QUE TEMOS

Quando acontece uma tragédia num lugar ficamos todos chocados. Quando acontecem várias, em vários locais, ficamos ainda mais. Nos últimos tempos tem acontecido tantas, mas tantas tragédias que está difícil imaginar um mundo sem dor e sem violência.
Porém uma coisa é ter empatia com o sofrimento alheio, se solidarizar com os atingidos pelos eventos trágicos, estejam eles acontecendo onde estiverem. Outra coisa é passar a exigir de todos que tenham a mesma empatia e que exprimam de forma “visível” sua solidariedade.
O amor não é um sentimento “visível” a olho nu. E boas ações não são feitas para serem contadas por aí. A gente ama e não precisa gritar que ama. A gente faz o que pode para ajudar o outro, mas não há necessidade de ficar anunciando seus bem feitos e, menos ainda, de exigir que os outros façam o mesmo.
Atos terroristas, desastres ambientais, sordidez política, desgraças sociais… Não passamos um dia sem ouvir falar que algo aconteceu. O suficiente para que, admirados, nos perguntemos se esta não seria a reta final para o fim do mundo.
Mas isto não justifica a necessidade doentia quecertas pessoas têm de «panfletear» suas dores e tomar como objetivo de vida que seus «vizinhos» de redes sociais e de vida real façam exatamente a mesma coisa.
Li outro dia um termo que achei bem interessante, infelizmente não lembro onde: “Concurso de tragédias”. E é bem este termo que muita gente anda utilizando, fazendo com que quando alguém expressa uma tristeza por algo que ocorreu, sinta-se também obrigado a expressar uma tristeza pelo resto das tragédias do mundo.
Pois bem. O mundo está um caos. A violência humana, o terrorismo, a corrupção, a revolta da natureza pelas ações do homem…. Tudo está contribuindo para que nosso planeta esteja cada vez mais caótico.
Então, ao invés de ficar cobrando dos outros uma empatia que deve ser natural, por gentileza, ore. Ore muito pela paz, ore pelo bom discernimento humano, pela bondade, pelo amor. Faça as boas ações que estiverem ao seu alcance e pare de cobrar do alheio aquilo que nem você mesmo poderia fazer porque este tipo de cobrança é hipocrisia.
E por último, deixe as tristezas das pessoas se manifestarem como elas podem e são. Cada um é um. Todos não são o seu reflexo, você não é o centro do universo. E, se já não desconfiava, tenha certeza: o mundo existiria sem você ou sua opinião.
Sejamos solidários, mas não sejamos ostentatórios de sentimentos e ações.
Se cada um fizer o que pode, der seu pequeno passo, doar seu gesto ou palavra (mesmo no mais profundo silêncio ou segredo), o mundo poderá ficar melhor um dia.
Isto é amor. O resto não é não. O resto não passa de empáfia de gente que ainda pensa ser o motivo pelo qual o universo existe.

 

Imagem by geralt

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1 Comentário

  • responder
    Maria
    27 novembro 2015 em 19 h 01 min

    Belíssima reflexão Querida Jacqueline!!!
    Muito bom poder ter acesso ao teu blog!!!!
    Beijos e Paz a todos nós!!!!

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