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HOJE ESTOU TRISTE!

Meu bom dia hoje vem acompanhado de tristeza profunda. Já passei de meio século de existência e ainda não me acostumei com a violência. E sei que nunca vou me acostumar. Violência não é algo que possa entrar na vida da gente e ficar bem como outra coisa qualquer.

Estou triste pelo que aconteceu na França. Crueldade e covardia são as únicas palavras que encontro para descrever o horror do que aconteceu esta noite na cidade tão linda de Paris. Há algo de perverso em se aproveitar dos momentos em que as pessoas estão vivendo instantes prazerosos para praticar o mal e literalmente assassinar vidas e vidas. Estou realmente triste ao ver uma cidade que aprendi a amar vivendo horas de pesadelo durante uma noite que deveria ser de alegrias.

Mas não é só isto que está me deixando triste. Estou triste há dias com o que aconteceu em Minas Gerais. Aquela tragédia ambiental anunciada, aquela catástrofe que atingiu todos os que viviam suas vidas pacatamente! Morreram pessoas e animais e pode-se falar: foram mortos sem piedade pela empresa que causou o desastre. Porque sim, o desastre não aconteceu “naturalmente”. Foi ganância, cupidez. Foi falta de respeito pela vida. E agora toda uma região, imensa região, se afoga em lama e em dejetos tóxicos porque os responsáveis simplesmente não desejam assumir o que fizeram.

Estou triste também ao ver que no Brasil as mulheres tiveram (e tem) que ir às ruas acompanhadas apenas delas mesmas e de cartazes para lembrarem aos políticos brasileiros e homens em geral, os seus direitos que deveriam ser não só lembrados, mas respeitados em toda sua legitimidade.

Estou triste ao ver que o ser humano continua preconceituoso e firme nesta posição não abre espaço para os direitos que todos os cidadãos (homens e mulheres independentemente de suas orientações sexuais ou religiosas ou outras) deveriam ter a partir do nascimento e por toda a vida.

Hoje já vi que muitos adotaram a torre Eiffel e se declaram “sou Paris”. Que seja. Eu também sou. Mas sou também Minas Gerais. Sou mulher.

Sou, finalmente, apenas mais um ser humano da paz.

Que o mundo tenha mais consciência, menos violência.

E que os culpados em todos os casos que acima descrevi sejam punidos devidamente e, de minha parte, sem piedade.

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