Contos e crônicas

EU NÃO QUERO FAZER PARTE DA CORRUPÇÃO GENERALIZADA

Sou contra a corrupção, completamente. Sou contra todos os gêneros deste mal que assola não somente nosso país, mas toda a humanidade. Infelizmente, conversa atual, se fala muito da corrupção no Brasil. Pois eu sou contra sim. Contra todo tipo de corrupção!

Desde o cidadão comum até os que nos representam politicamente. Da pessoa mais simples, menos provida na vida e que se aproveita dos outros, até aquela que tudo tem e ainda quer mais e por isto passa por cima dos outros.

Do cara que fura fila ou rouba canetinha do escritório ao político descaradamente ladrão. Da senhora que explora a funcionária caseira, ao empresário que explora seu funcionário. Do cidadão que se permite roubar a internet alheia ao chefe de igreja que faz tudo para ter sua parte do dinheiro alheio. Do aluno que rouba trabalhos na escola para se sair melhor até os pais que vão à escola gritar com professores para defender o comportamento errado dos filhos. Do sujeito que usa sua posição social para se dar bem ao sujeito que usa a violência para estar bem. Todos estão errados, são sem-vergonhas e merecem punição.

E o que acho pior é o sujo criticando o mal lavado, ou seja, aquele que costuma cometer pequenos furtos ou infrações que a sociedade nem percebe e, portando não debita na conta do sujeito, criticando os que abertamente roubam e cometem as maiores indecências sociais e esquecendo os primeiros, que são tão culpados quanto.

Para mim todos estão errados e todos deveriam enfrentar as consequências.

Mas ver a quantidade de gente que só critica, como se a santidade tivesse lugar na vida de alguém, é, no mínimo, angustiante. Crítica é bom, crítica se faz, mas crítica deve ter objetivo, deve ser construtiva, deve levar a algum lugar. Quem critica deve (por obrigação) fazer parte da solução. Ou então deve calar e observar, aprender, até poder abrir a boca novamente e falar com consciência e bom senso. Falar e agir, porque a palavra deve vir sempre acompanhada da ação para que não se torne vazia.

O problema é que é muito fácil falar e reclamar, mas não é nenhum pouco fácil enfrentar de pé as situações, por menores que sejam, levando até elas uma resolução. Porque parte desta resolução é muitas vezes dever abdicar de certos comportamentos nocivos e enxergar que o corrupto muitas vezes mora ali mesmo ao lado, ou, quem sabe, dentro da própria casa, ou quem sabe ainda, no interior daquele que critica.

Enquanto se permitir que as “pequenas” infrações continuem invisíveis e impunes, as grandes, por mais visíveis que sejam, continuaram impunes. Enquanto não se cobrar honestidade de todo e cada cidadão, não haverá como se exigir a honestidade de nossos representantes.

A corrupção não é somente uma faceta dos partidos políticos. É faceta triste da individualidade que compõe os partidos políticos e a massa de eleitores. Do cidadão que vota ao cidadão que é eleito, em todos se encontra corrupção nos mais variados estilos. Por isto é tão importante resgatar a honestidade desde lá debaixo.

É preciso ensinar honestidade, civilidade em casa e nas escolas para que a criança cresça sabendo a real diferença entre o certo o errado e que possa, desta forma, construir para si e para os demais uma sociedade menos corrupta. Sem esquecer que o exemplo é e sempre será a melhor forma de educação.

Educar a criança, conscientizar o adulto. E compreender de uma vez por todas que ser corrupto começa com o famoso jeitinho. Bem ali quando você diz que vai dar um jeitinho. E dá.

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