Desvarios

PORQUE PENSO…

A menina que existiu em mim te seduziu e te expulsou. Hoje, esta mulher que sou te pensa e te espera. Existe a paciência, a certeza do amanhã. Dure o tempo que for, a extensão da estrada.

 

Achei o que procurava entre as dores: fui expulsa do meu mundo. Expulsa do único lugar onde minha vida tinha sentido. Reencontros e encontros se fazem. São indiferentes, normais, profundos, simpáticos, inesperados. Não vou em busca.

 

Olho o mar, vejo o sonho. E todas as rimas comuns que sempre fizeram parte de mim nunca foram tão lindas. Hoje eu tenho tantos olhos!

 

As minhas mãos estão geladas. Meu corpo está quente. Mas é muito tarde para voltar atrás. O dito está dito: “…quando eu me encontrar…”.

 

Viver é também estar aqui perdido entre todas as razões, buscando o que responda uma pergunta nunca feita.

 

Eu acho que o amor não será sempre o amor quando os olhos negarem a paixão e nem as palavras desejarem se encontrar. Chamo de estúpido o medo de amar, mas creio nele e dou-lhe a razão. Pois só sem amar é possível sobrevier às dores da vida. Será?

 

Verte em mim o sangue, suor das veias azuis. Da mesma cor que intui a vida e não desemboca jamais for a do leito.

 

São dois os lados que sou. E o que tenho são dois. Almas distintas num só corpo, que se torna prisão perpétua para ambos.

 

Imagem by Counselling

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