Desvarios

PENSAMENTOS E COISAS MAIS

O PENSAMENTO

 

O pensamento, este infiel, está comigo mas está pleno de tanto mais!

 

Na cabeça, a cada esquina dos pensamentos, uma metáfora da vida me salta aos olhos.

 

BICHOS GELADOS

 

Eu disse, tem dia que é de foca mesmo… e não dá pinguim!

 

Como a neve em volta, vai derretendo o gelo de meu coração…

 

ESPERANDO A RAZÃO

 

Vai chegar o momento. Pode ser que não seja incendiário, o mais provável mesmo é que seja silencioso. Vai chegar, eu pressinto. Necessito. Pela incapacidade de compreensão. Pela racionalidade dos fatos. Pela completa falta de tonalidade num universo de cores. Um grito. Único. Surdo. Manso sorriso. A beatitude da gota que cai. Momento a não ser dispersado, a não ser transferido, a não ser dividido, vivido intensamente com toda a profundidade que couber num coração sem mais razão.

 

VOLTAS

Quase todos os dias viro uma esquina. Olho para os dois lados, atravesso ruas. Entro e saio. Faço voltas. Dou voltas. Procuro. Corro, paro, fico até sem ar algumas vezes. Mas tento. No dia seguinte vou novamente. E assim tem sido dia após dia, semana após semana, meses. E eu juro, não sei explicar, mas ainda não consegui achar a maldita porta de saída que permitirá sair de mim e voltar a viver onde eu vivia antes.

 

 

OLHANDO A CHUVA

A chuva que caía deixava no chão pingos ruidosos que dançavam sobre o terraço. Quase um balé. Um clássico da monotonia. Dentro e fora do recinto havia uma necessidade de observação e escuta. Infelizmente um raio de sol interrompeu a cena e emudeceu a chuva. Os pingos se recolheram e acabou a dança e a música. Um outro tipo de monotonia se instalou. Mas esta era menos visível, ela era brilhante.

 

ABSOLUTA

 

No momento em que a tinta deita sobre o papel, a palavra, em toda sua sensualidade, despe-se e acomoda-se para receber todos os olhos os olhos do mundo.

 

 

LINHAS DA VIDA

Por quantos caminhos mais eu tenha que passar ao chegar a um lugar qualquer este ao menos já estará percorrido. Suas pedras e suas flores serão conhecidas e o céu acima dele, tanto quanto a terra que o forma, serão sempre parte do que me leva para casa. Por isto, e só por isto, deixo que meus pés sigam, mesmo quando cansada, o corpo dormente, o espírito sem rumo. O caminho, ele, me leva para casa.

 

Imagem by Comfreak

Você pode gostar também de

Sem comentários

deixe uma resposta