Poemas

DAS SUTILEZAS DA ESPERA

A espera se delineia lenta

como bebida amarga em frasco de vidro opaco.

Em horas, minutos, ver se transformando o tempo

à beira de tudo o que mais passa.

Quando da longa e agressiva contagem,

a espera tira da paciência toda a virtude

fazendo com que seja somente a agonia

Do próximo instante.

Algo além, a profecia que alimenta…

Poder seguir ou continuar parado,

sob montes de esperança?

A espera  se prolonga sem desejar ser chegada

e o que exaspera nem é o silêncio ou a ausência

Do momento que estagna…

Mas sim o talvez. Talvez não saber o porquê.

Ou se valerá a pena

a espera.

 

Imagem by Foundry

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