Desvarios

PENSANDO ALTO

PEDRAS NA SOLIDÃO

Driblei a bruxa má e pelo bosque espalhei centenas de pedrinhas… agora espero aqui, escondida entre as árvores. No conto infantil os irmãos se perderam porque deixaram pedaços de pão… fui mais esperta… então por que a espera está sendo tão longa? Já estou com dor nas pernas. E se o sol se for? E se ninguém vier? E se eu me perder?

Solidão foi sempre uma desculpa, mas agora está sendo meu caos. E eu calo. No silêncio ainda existem respostas…

(AHa cantando Velvet, eu com uma sensação esquisita… o dia hoje está muito estranho pra mim)

 

CHUTEI O BALDE INTERIOR

Hoje eu briguei comigo. Dei um chega pra lá em certas coisas e manias velhas. Desfiz velhas malas e toquei fora um bocado de cacareco sem utilidade que estavam entulhando o meu coração. Não pensei que fosse ser tão forte… até chorei de raiva. Depois ri. Dei de ombros. E tive vontade de chorar de novo. Provavelmente amanhã vai bater o arrependimento de uma ou outra coisa que categoricamente jurei nunca mais querer saber na minha vida… mas como jurei também manter palavra… Ah! Ai, ai…Vai ser jogo duro… porque quando eu ponho minha palavra na roda, não tem volta.

E que se dane o mundo que eu não meu chamo Raimundo. Só pra constar. E deixa eu ir que hoje é sábado. Até…

 

ASSUNTOS DE CRISTALEIRA

Há pessoas que possuem o dom de argumentar com grande finura, com tamanha tenuidade, que o interlocutor ou o leitor, dependendo de como chegam as palavras, sequer percebe o que ali está realmente acontecendo… o que está ouvindo, lendo… Na verdade, a inépcia de alguns dói. Mas pior ainda é a estupidez de quem pensa estar sendo sutil e elegante e está somente se insinuando pelos caminhos zoológicos indo buscar nas qualidades nada leves de certos animais as qualidades que neles ficam bem mas num ser humano só deixam a desejar…. Que fazer? Pobreza também é um estado de espírito!

 

E LA NAVE VA

De repente eu olhei para trás e tudo o que consegui ver era que amanhã não haveria mais nada. O que tinha sido feito estava desfeito e todas as promessas não precisavam mais ser cumpridas. Não foi um momento de dor. Foi um eco. Uma espécie de torpor. Foi exatamente ali que senti a facada que seria permanente: um presente vazio ou um presente pleno. Minha escolha. Apenas minha. Mesmo sem querer. Mesmo sem vontade. Apenas para deixar que a vida siga seu curso e deságue onde tenha que ser. Sem passado. Sem futuro. Águas passadas não moverão mais nada… mas as lágrimas presentes podem afogar os desejos futuros se não houver vontade maior.

(Vozes conhecidas vem do andar de baixo.. são minha música.)

 

 

Imagem by Foundry

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