Desvarios

MAIS DESVARIOS

CÉUS E VONTADES CINZAS

Encostei as costas na parede e… ufa!… suspirei. Não sei se era só cansaço – extremo – ou sono de duas ou vinte noites dormidas pela metade. Mas de repente ficou tudo chato e feio. Me deu vontade de ver céu cinza. De chuva. E ouvir gente calada. E ver gente sumindo. E nem saber mais que som poderia ter a minha própria voz. Dias assim eu prefiro me algemar e me guardar no porão. Eu sei, eu sei. Não tenho algemas, o porão nem me guardaria mesmo.

Ah, fases…

 

AINDA??

Ô infeliz… dá um tempo. Muda o disco, vai fazer outra coisa na vida. Tanta idade passando e ainda comendo ilusão? Esta não!!

 

MOMENTOS DE MIM

Há momentos em que pareço pular de dentro de mim como um animal em fúria. Nem percebo o ataque. Nem quando volto a adormecer. Só sinto o quanto tudo se transforma, como se, das células até a alma, nada me pertencesse mais.

 

MENTE SÃ

A mente dolorida pode até estar aberta e sã, mas nela não descansam muitos pensamentos em paz…

 

GUERRA FRIA

Em guerra contra todos e apoiado por meus princípios, mantenho meu orgulho no alto do forte. Com certeza serei o último soldado a tombar. Mas com certeza também, quando tombarei, será somente sobre mortos, silenciosos mortos, tanto tempo faz que aqui guardo, fiel, minha posição.

 

OPÇÕES

Se uma opção não leva à outra, qual seria a terceira opção?

 

MISTÉRIOS DA FÉ

 

Fé? Foi? Fez? Por onde andam os caminhos que me levariam a crer? Em que? Para que? Se toca? Cai? Levanta? Eleva? Espanta? Festa dos sentidos. Ouvidos fechados e olhos também. Há uma chave? Entrave? Período de degustação? Ferida. Calos e sangue. Lágrimas ácidas. Vinho ou venho pouco importa. Velho? Novo? Presente? Transparente? Ausência e insistência. Abstinência. Fenômeno. Realidade. Daqui ou alternativa. Mundos e universos. Paralelas e retas. A gota. O rio. Mares de palavras. Sal e doce da terra e dos céus. Fé? Fez? Foi? Por onde passou a linha?

 

 

Imagem by Unsplash

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