Desvarios

PENSANDO ALTO

Tenho tapas na ponta dos dedos. Tenho carinho também. Assim como na ponta da língua tenho palavras duras e outras acarinhadas. Tudo depende. Tudo depende. De minhas mãos ou de meus lábios só sai aquilo que vierem buscar!

 

Virtudes são pedaços da alma que se espalham em nós preenchendo a vida com sabores e aromas de boas emoções. Vícios são virtudes mal aproveitadas, que se perdem e acabam se transformando em defeitos, desfeitos da alma.

 

Sou pérola.
Das dores vinda,
me recuso a morrer.

 

A dor é um aspecto dos meus dias que eu prefiro deixar calada. Se eu lhe der voz ela talvez faça um poema, mas, mais do que isto, talvez ela venha a tingir de cinza todas as cores que consegui trazer para junto de mim. A dor não será esquecida, mas preterida pelo desejo de estar bem.

 

Amizade é laço que se forma. Sem nó. Quando tem nó… tenha dó… não é mais amizade!

 

Não tenho paciência para o óbvio. Não tempo para o óbvio. Busco o imprevisível, o impreciso, o incompreensível. Estes últimos, desenredados pela minha curiosidade é que se transformam na tradução do que eu sinto.

 

Cansei de ilusões.
(dos outros)
Vou criar as minhas.
(outras).
Vivê-las, senti-las
(imaginação é um sentido do coração)
e ser feliz!

 

As horas passam lentas
e no entanto
os minutos tão rápido…
os dias voando…
o tempo se esvaindo
em memórias.

 

Nas palavras não ditas
o silêncio maldito.

 

Decisões. Sim. Não. Talvez não existe. Caminhos. Setas. Desvios existem. Curvas. Encruzilhadas. Retas seguem.

 

Para onde está caminhando nossa literatura? Para onde? Que destino espera nossa literatura adiante que possa nos dar no futuro a qualidade das referências que hoje temos apenas do passado?

 

Imagem by mhatilda

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