Contos e crônicas

ATÉ QUE DAQUI A POUCO OS SEPARE

Oswaldo calculou bem: duas semanas de namoro, um dia ou dois de prévia (chamavam como mesmo antes? Ah, noivado!) e em seguida o casamento. Tudo muito rápido. Não estava morrendo de amor, mas sua estadia no país estava morrendo com o passar dos dias e em breve ele teria que viver clandestinamente ou, em caso extremo, seria deportado. Ela tinha amor por dois (talvez mesmo mais…) e Oswaldo tinha pressa. Enquanto ela fazia planos de uma vida a dois, ele já construíra toda a sua vida para depois. Depois dela. Mas isto seria pós-lua de mel.

 

Imagem by Takmeomeo

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