Poemas

SUBJETIVAS VERDADES

De onde vieram as palavras

que eu jurava não ter

pronunciado?

E todos os atos que tenho certeza

não ter praticado?

De onde vieram?

Talvez da mesma memória insidiosa

Que me conta e mostra coisas enganosas

Nunca vividas? Nunca vistas?

Nunca sentidas?

Ou quem sabe dos sonhos do sono e dos

sonhos insones

Ou das viagens em trens astrais,

transcendentais.

Verdade seja que tudo se mistura

e nem há mais tentativas puras

de lembrar ou saber

o que é real.

 

Imagem by Antara

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