Desvarios

HOUVE UM TEMPO

Houve um tempo em que eu acreditava em tudo. Depois foi diminuindo. Pessoas, Papai Noel, coisas, promessas, palavras. Hoje, se colocar numa balança, não sei mais no que e no quanto acredito ou ainda posso acreditar.

Fui perdendo pelo caminho sonhos e esperanças. Aos poucos, com os restos ou com o que encontrava pela frente, fui construindo outros sonhos e adquirindo novas esperanças. Mas o que sempre me intrigou foi a pouca duração. Sem período de validade, desaparecimento sumário da minha vida.

Do tanto que sonhei e esperei, tracei planos, desenhei metas, confiei, realizei. Muita coisa disto tudo parece hoje quase sem significado.

Olhando para dentro de mim busco aquele que chamo de anjo da guarda e pergunto: afinal, para que sirvo se não consigo mais encontrar razões? E onde estavam estas mesmas razões antes?

Assim o que sinto é desânimo. Uma tristeza meio sem eira e nem beira, um desejo de me aquietar e deixar simplesmente estar. Não fazer mais nada, apenas escolher uma direção e para ela olhar sem limites de tempo.

 

Imagem by Alexas Fotos

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