Contos e crônicas

DIÁLOGOS SUPOSTOS DE ALICE, PETER E OS OUTROS

– Ele estava ali agora mesmo, eu juro.
– Quem, Alice? Aquele gato esquisito?
– Não…
– Algum outro bicho amigo seu?
– Não… O meu sonho… Ele estava ali e sumiu…

 

– Raiva é como ferrugem, vai corroendo.
– Que nada, raiva é como cimento.
– Vocês querem parar com isto? Raiva? Logo raiva?
– Por que, qual é o problema da raiva?
– Raiva é ato! Quente, passional, ato! Sentimento e fato!
– E as consequências…
– Calma meninas, estas a gente vê depois, na calmaria!

 

– Ana, tem alguma coisa que você não me disse?
– Sobre o que?
– Tem ou não tem?
– Se for sobre nós 3 tem sim. Muita.
– E não falou porque…
– Porque sou só uma parte das questões. Olhe para quem está lá calada.
– É… Parece que ela também tem perguntas e respostas!

 

– Lara, nem tudo o que se vê ou ouve é sinal de loucura. Há coisas normais.
– Mas tudo o que vejo Frank, me mostra além.
– Além de você ou além da vida?
– De tudo. E minha cabeça não parece ter constituição para suportar.
– Ela tem. Mas você quer?
– Não sei Frank. Ser louca simplesmente parece mais fácil.

 

 

– Alice, o que é mais chato para você?
– Chato mesmo?
– É. De verdade.
– Ver você com o relógio na mão.
– O relógio te incomoda??
– Não, mas as tuas mãos nele sim.

 

– Peter, por que você não envelhece?
– Segredo, Dorian!
– Me conte, eu também queria!
– Não posso…
– Fausto você tem alguma idéia?
– Tenho…

 

imagem by Russ Sanderlin

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