Poemas

DO NADA

Ele desceu as escadas desvairado e tonto

O corpo bêbado e o pensamento zonzo

Tentando sobreviver a si mesmo

Tentando agarrar-se à esmo

A todos os gestos desesperados.

Gritou. Calou. Escorregou. Caiu.

Como escapar daquelas mãos horrendas,desarmado!

Como chegar às ruas sem ser agarrado?

Lendas, mortes, sofrimentos…O que o traiu?

Foi o torpor da noite ou a bebida forte

A dor do açoite ou o medo da morte?

Fugir. Fugir. Escapar das mãos horrendas

Que não eram lendas

Desarmado

Desestruturado

As mãos…

Coração…

Perdão!

 

Imagem: Despair by aka Tman

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