Poemas

ARCOS DE DOR

Um passo seu e e um gemido
Fundido no torpor inevitável
Dos medicamentos.
Um passo mais e a parada rente
Sente na base o tudo insuportável
Da coluna e seus momentos.
Esperava se livrar, partir ileso
Engolindo só mais uma, uma só mais
E a dor mostrou-lhe a carga do seu peso
Gritou por ele, chamo-o…
Jamais!
Mão na coluna base do infortúnio
Fortuna inglória estar tão consciente
Amparava o corpo e os pés, o augúrio!
Levaram-no à queda tão somente.

 

Imagem by D’na

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