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ENTREVISTA PARA A REPÚBLICA DOS AUTORES

Fatima Michels entrevista Jacqueline Aisenman para a República dos Autores (Laguna, SC).

Você publicou poesias  quando ainda adolescente morava em Laguna. Já residindo em Genebra criou o site Coracional e veio também o livro com o mesmo nome. Agora você traz aos leitores Lata de Conserva e Poesia nos Bolsos e uma coletânea onde 38 autores de vários estados brasileiros se reúnem incluindo mais de uma dúzia de catarinenses. Fale um pouco desta alegria em proporcionar a interação entre tantas pessoas e fazer um lançamento em conjunto na ilha de Santa Catarina.

Posso dizer que passei minha vida realizando sonhos. O sonho do primeiro livro, feito artesanalmente e lançado junto a amigos, familiares e conhecidos em Laguna ainda quando aí residia, em 1990 e outro sonho ao voltar a ter um encontro semelhante mais de vinte anos depois com o lançamento do livro Entre os Morros da Minha Infância em 2010. O sonho de continuar escrevendo e poder lançar outros livros, como Poesia nos Bolsos e Lata de Conserva que terão noite de autógrafos em Florianópolis. Mas o sonho que neste momento toca fundo meu coração é o lançamento do livro Varal Antológico, comemorando um ano de minha revista Varal do Brasil e que terá, em Florianópolis, noite reunindo mais da metade dos trinta e oito autores presentes.

 

Como você vê iniciativas de sites como a República dos Autores que publica literatura, bem como de instituições como o SESC que, trazendo escritores, proporciona oficinas de leitura e escrita  numa cidade de pequeno porte como Laguna?

Vejo com muito carinho e admiração. A República dos Autores, assim como o SESC de Laguna e o Grupo de Escritores Lagunenses Carrossel das Letras enfrentam chuva e vento e estão firmes na divulgação da literatura lagunense e catarinense. Gostaria de ver todas estas iniciativas sempre trabalhando em conjunto revelando talentos e elevando os nomes que já se destacam na nossa literatura.

 

Qual o significado que tem para você aceitar o convite e ser membro do grupo de escritores  Carrossel das Letras que existe na sua terra natal?

É importante para qualquer escritor, seja de onde ele for, estar presente em sua terra natal. Através do convite do Carrossel das Letras pude me sentir pertencente a um grupo muito importante para mim que é o grupo de escritores da terra de Anita.

 

A revista Varal do Brasil publica artes em geral, incluindo a literatura. Estaria nos seus planos um evento, a exemplo do que vc está produzindo na livraria catarinense, reunindo, por exemplo, pintura e fotos com as obras das pessoas que publicam artes plásticas e fotografia na sua revista virtual?

Com certeza. Já no site da revista temos seções que incluem Pintura, Literatura, Escultura, Música e etc.. Futuramente pretende-se ir além do virtual e levar o que chamamos de “autores do varal” através do Brasil e na Suíça, por que não?

 

Quanto a sua produção literária em carreira solo, o que mais a provoca ou inspira? E já tem material para mais livros? Poderia nos contar um pouquinho sobre esse processo de criação e o que está já armazenado?

Não sei exatamente como funciona meu processo de criação. Mas poderia dizer que sou compulsiva. Escrevo muitas vezes sem parar, muito. Escrevo na rua, no ônibus, em consultórios médicos, em qualquer lugar. E não tenho gênero preferido, gosto de escrever de tudo. Ultimamente tenho escrito muito histórias curtas (Lata de Conserva é um livro de histórias curtas) e já tenho um segundo praticamente pronto. Tenho também crônicas, poemas, muita coisa guardada que talvez transforme em livro mais tarde. Mas um dos meus projetos mais queridos é um livro/catálogo sobre a vida e obra de meu pai, Richard Calil Bulos.

 

Com Poesia nos Bolsos livro de poemas, e Lata de Conserva um livro de contos, pode-se dizer que você faz de fato sua estréia na literatura em terras brasileiras? Costuma ler as resenhas sobre obras que são publicadas em sites de literatura?

Assim espero!! Todo autor espera que o leitor aprecie o que ele escreveu embora se saiba bem que ninguém agrada a todos. Mas as críticas têm sido positivas e acredito que estou sim dando este passo decisivo. Quanto a leitura das críticas literárias, até leio uma coisa ou outra, mas prefiro ter minha opinião muitas vezes mesmo antes de ler o que andam dizendo. Acho o mundo literário muito intelectualizado, distante do público e, como gosto de frisar, não tenho nada de intelectual em mim, sou uma pura emocional!

 

Foto de Fátima Barreto Michels

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