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ENTREVISTA PARA A PROFESSORA ROSILDA SOARES ZANELLA

Como você aprendeu a ler?

Aprendi a ler muito pequena ainda com meu avô e minha avó paternos. Os dois gostavam muito de me ensinar as coisas e, de aprender a ler e escrever, passando pela geografia, história e desenho, com eles eu aprendia todos  os dias um pouco de tudo.

 

Que espaços e objetos foram importantes na sua história de leitura?

A casa dos avós, muitos livros e revistas, livrarias e bancas de revista, bibliotecas. Gostava muito de descobrir novos livros e revistas e vivia sempre pendurada nas estantes de casa ou das livrarias.

 

Quem foram os mediadores importantes na sua história de leitura?

Meu avô paterno me dava a liberdade de escolher livros em casa e quando íamos comprar. Ele me orientava, mas me dava a oportunidade de escolher. Eu adorava isto.  Minha mãe sempre foi uma leitora inveterada: lia de tudo. Vendo-a sempre ler me estimulava ainda mais.

 

Por que eles foram importantes?

Porque me incentivavam a um ecletismo que me acompanhou durante toda a vida e que não se restringiu à leitura, mas a toda minha vida: música, livros, arte em geral.

 

Havia uma biblioteca na sua escola ou cidade? Você costumava frequentá-la? Você lembra de alguma experiência  de leitura na biblioteca?

Quando fui para o ginásio havia uma biblioteca que me encantava. Sempre frequentei. Lembro de sempre buscar os dicionários. Uma vez uma colega disse que ficar procurando palavras no dicionário era coisa de gente burra.  Contei em casa e aí ouvi o seguinte: O vocabulário desta pessoa é grande, é bom? Percebi logo a diferença e ignorei o que a colega tinha dito.

 

Que livros marcaram sua infância e adolescência e foram importantes para sua leitura de mundo?

Li de tudo, em todas e para todas as idades. Adoro ler. Vou citar dois apenas: O Guarani e The Great Gatsby.

 

Que livros você gostaria de compartilhar com outros leitores?

Gostaria que os leitores pudessem descobrir hoje os novos autores que estão surgindo. Que eles nunca deixem de ler os clássicos, mas que não ignorem os novos. É importante manter a mente aberta e ler de tudo: poesia, romances, contos, crônicas. A leitura é realmente uma chave mestre que nos abre muitos mundos!

 

 

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